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Muito importante para o desenvolvimento econômico, o spread bancário corresponde à diferença entre a taxa de juros cobradas pelos bancos  nos empréstimos e financiamentos realizados e a remuneração paga pelos mesmos na hora de captar os recursos.

O spread elevado é tido como vilão para muita gente, por ser um dos maiores obstáculos para a expansão do crédito. Nesse texto você entenderá como funciona o spread bancário.

O que é spread bancário?

 

Spread é uma palavra de origem inglesa que significa propagação, expansão e espalhar alguma coisa. No mercado financeiro ele é associado ao adjetivo bancário, assumindo outro significado. Agora entenderemos um pouco mais sobre ele.

Spread bancário é a diferença entre os juros que os bancos remuneram e pagam a seus clientes que investem o  dinheiro na instituição, através de um CDB por exemplo, e juros cobrado quando uma pessoa ou empresa solicita algum empréstimo ou financiamento, de forma mais exemplificada é a diferença entre as taxas de juros de captação e taxa de juros que o banco consegue cobrar ao realizar uma operação de crédito.

Para o spread bancário subir ou descer, tem vários fatores econômicos que podem ser levados em consideração. Olhando do lado da lucratividade do banco, quanto maior o spread de uma operação, maior o seu lucro. Você empresário que busca recursos financeiros em bancos e instituições, precisa estar muito atento a taxa de juros praticada pelas mesmas, pois temos muitos players hoje no mercado para ter base comparativa se você está tomando dinheiro em custo, alto, médio ou baixo. Quando identificado uma taxa muito alta cobrada por uma instituição, pode se pensar em 2 fatores: 1° ou aquele banco quer ter uma alta lucratividade ou 2° fator, que é que ele possui um custo de captação de recursos muito alto e precisa emprestar dinheiro mais caro para ter rentabilidade na operação.

A culpa é só dos bancos e das instituições que querem ganhar muito dinheiro com taxas de empréstimos altas, realmente são vilões da historia? Não é bem assim, o problema que envolve essa operação, não está apenas na diferença entre o que o cliente recebe ao investir e o que ele paga ao pegar dinheiro emprestado. O que muitos não sabem, é que no spread estão embutidos uma série de custos que não são visíveis ao cliente, mas as instituições tem que pagar para sustentar toda a estrutura da economia. 

Composição do spread bancário

 

Existem vários conceitos e taxas que compõem o spread bancário, e é muito importante entender como ele é formado, então iremos conhecer cada uma das taxas, que têm peso diferente na composição do spread e explicar como cada uma interfere no valor final: 

 

Custo administrativo

O spread ajuda a arcar com custos como os salários, gastos e despesas dos funcionários e agências bancárias. Além dos gastos com operação, como caixas eletrônicos, agências, segurança, aluguéis e outros serviços.

 

Encargos fiscais, compulsório e FGC

O Banco Central recebe o depósito compulsório captado pelos bancos, referente à parte das captações em poupança, depósitos à vista e depósitos à prazo, com o objetivo de controlar o volume de dinheiro que está em circulação. 

Isso afeta diretamente nas taxas de juros, pois por ser obrigatória essa prática, as instituições veem isso como um “desperdício de dinheiro” que poderia ser usado para gerar mais lucros.

Grande parte desses recursos vai para o Fundo Garantidor de Crédito, que é um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, que permite recuperar os recursos mantidos em uma instituição financeira até um determinado limite em caso de falência ou liquidação.

 

Inadimplência

Existe a possibilidade de clientes das instituições financeiras não devolverem os valores que foram emprestados, e é por esse motivo que a taxa de inadimplência também é inclusa no cálculo do spread bancário. Sendo assim é considerado uma margem de segurança em cada empréstimo. 

 

Impostos direto

A tributação tem um peso muito importante, os impostos que entram nessa conta são: Imposto sobre Operação Financeira (IOF), Imposto de Renda (IR), Financiamento da Seguridade Social (COFINS), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

O IR e o CSLL refletem os lucros da instituição, já o PIS e COFINS são cobrados sobre a receita total. O único tributo que é pago diretamente pelo cliente é o IOF, mas segundo os bancos, eles ajudam a reduzir o rendimento do aplicador e encarecem o custo para o tomador, então o IOF também faz parte da conta do spread.

 

Lucros

Toda empresa precisa lucrar, e isso não é diferente para os bancos, o lucro fica retido no banco gerando um  superávit financeiro a partir dessa margem e é transformado em lucro para seus empresários e acionistas.

Registradora de recebíveis e o spread bancário

 

Desde a nova regra da registradora de recebíveis, espera-se uma redução no spread, visto que ela trará mais transparência das transações financeiras, sendo mais fácil detectar fraudes e inadimplentes, trazendo uma confiabilidade maior, e também aumento do volume das operações. Além disso, os especialistas financeiros esperam que com a retirada das travas bancárias, as empresas terão mais opções de taxas em diferentes instituições e assim o spread diminui, uma vez que temos taxas mais atrativas no mercado.

Outro ponto importante de ressaltar, é que dentro dessa nova regra do BACEN, a mudança de titularidade também impactará de forma positiva no mercado de recebíveis, uma vez que é esperado que o varejo pare de antecipar o valor com os bancos e pague seus fornecedores com o próprio recebível , alterando a titularidade do ativo nas registradoras.

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